Um
filme cansativo que não leva o público a torcer por ninguém, por
que o público está preocupado em entender aonde vai dá esta meleca
toda. Tem hora que a gente não sabe quem é quem. Não é que
estejamos na situação do personagem, Jack Harper, que não sabe em
quem confiar. E a condição de você, telespectador não entender o
enredo mesmo.
A dúvida de Jack é quem é alienígena e humanos. A
minha dúvida é quem são todos e onde isso vai dar, não entendi
bem o que estava acontecendo. Eu me senti sendo Conduzida Pela Mão
todo tempo, por um novo universo, tentando compreender o que via, mas
sem ver além do que era mostrado, sem poder fazer minhas próprias
conjecturas, por falta de espaço.
Tem
muitos momentos MONÓTONOS que faz nos perder num cotidiano massante,
no pequeno e solitário mundo de Jack. O filme se perde. Eu esqueci
até que Morgan Freeman ia aparecer no filme. No entanto, não foi
surpresa a aparição da resistência... tinha que acontecer
alguma coisa!!! a pouca aparição da resistência fez com que
não criássemos empatia, não torci pela luta, pela estratégia de
destruição do inimigo, nem na explosão da bomba (E isso são horas
de desvelar a trama???). A empolgação fica por conta da batalha
entre os drones e Jack com sua nave. No mundo solitário de Jack
tinha que ter um “WILSON!!!” Era o boneco de Elvis Presley com o
nome de Bob(?). Quando estava se dirigindo a TET, Jack disse: “Para
de tremer Bob”. Foi legal.
Só
acompanhei pacificamente o desfecho da história pra sair do cinema.
O pobre Jack inicia o filme só e termina só. Não há uma
construção de uma identidade grupal. Jack não se vincula a
comunidade de humanos sobreviventes mais do que aos Drones que ele
reparava. Ele era o zelador da TET e vira zelador da resistência.
O vínculo dele é apenas com Júlia, o sacrifício dele é por Júlia
(dilema parecido em Matrix 2).
Como
todo o filme futurista tem o papo cabeça sobre onde vamos parar se
acontecer isso ou fizermos aquilo. Este filme evoca uma volta ao
naturalismo. A humanidade sai dos túneis e esgotos, da obscuridade
para o convívio com a natureza. Dá pra fazer uma discussão
sobre clones? DÁ. O que nos faz humanos apesar de toda
replicância possível? Onde está a identidade? Nas memórias
entendidas enquanto lembranças, mais do que na experiência
cotidiana. Mas, para mim o que diferencia Jack dos outros clone são
suas dúvidas: porque obedecer? Porque voltar para Titãs? Mas, do
que as lembranças, é a vinculação com o lugar, suas experiências
que o fazem sentir que este é seu lar. (Tem um papo MATRIX
por aí {de novo!})
É
por isso que Vitoria optava em ignorar as dúvidas e as lembranças.
Voltar para a Titãs era ficar com Jack enfrentar as dúvidas era ter
um mundo sem ele. Por isso ela sufocava seus vários questionamentos
e assumia a voz da TET par
Jack. Gostei muito mais
(!!!) da personagem Vitória do que de Júlia. Tem
um olhar melancólico, cheia de conflitos,
evitando suas dúvidas
mais profundas, com suas próprias lutas... a de manter um
relacionamento apesar de tudo, ou
seja, a ilusão em que viviam.
As
imagens de um Estados Unidos devassado (sim, só os EUA aparece) é
FANTÁSTICA. UAU!!!Eu imagino o impacto dessas imagens nas pessoas
que vivem nesses lugares cotidianamente. Assistir a um filme desses
em que mostra tudo desabitado, soterrado, sem os sentidos que as
pessoas estabelecem de importante para aqueles lugares. Tem uma
BIBLIOTECA que Jack troca tiros com os alienígenas,
provavelmente deve ser a mesma biblioteca que é os alienígenas e o
capitão América detonam no filme “Os vingadores” e que os
abrigados de “Um dia depois de amanhã” queimam os livros para
vencer o frio. Enfim, mostra a relevância desses lugares de
experiência para essas populações.
As
tecnologias nos fazem pensar o quanto ainda vai demorar para esses
aparelhos estarem em nosso meio. Aquele dirigível e tudo de bom,
leve, compacto e versátil (parece propaganda?) Já outras
tecnologias que aparecem... já existem (Descubra você quais... rs).
Lembro que eu sonhava, quando criança, com o sapato-telefone de
James bones... será que eu esta veria
se tornasse realidade? Graças aos deuses da tecnologia que
melhoraram a ideia e agora temos celulares. Kkkkk.
Eu
tenho várias dúvidas: Eu acho que a Terra foi fatiada em várias
partes, separadas por zona imaginária de radiação para explorar os
recursos naturais de forma eficiente e em cada um deles têm um Jack
e uma Vitória como casais eficientes. O bom é que quando Júlia
briga com um Jack ela pode recorrer a outro dos clones. kkk
FILME
OBLIVION
“Na trama,
Jack Harper (Cruise) é um dos últimos coletores restantes na Terra.
Ele faz parte de uma grande operação para extrair recursos vitais,
depois de décadas de guerra com uma ameaça terrível conhecida como
Scavs. Com a missão quase completa e sempre vigiando os céus a
metros de distância, a vida de Jack muda radicalmente após resgatar
uma moça (Kurylenko) de uma nave espacial que caiu.”





