quinta-feira, março 31

O irreal do Celular

Frustrações e falta de comunicação de relacionamentos a parte... eu odeio celular!!!

O aparelho celular cria a ilusão do imediatismos, cria a ideia da comunicação a longa distância instantânea... agora já!!! E quando não se realiza, quando o celular não é atendido, quando a internet não funciona, quando não temos sinal, NOS FRUSTRAMOS... passamos mal, ficamos de mal com o mundo.

A cultura do celular é a do monitoramento. ODEIO ISSO: onde está... quantos minutos pra chegar... porque não atendei... porque se atrasou... porque não ligou... a existência do aparelho celular cria a ILUSÃO do sempre encontrado, sempre acessível, sempre a disposição... não tem mais o espaço do dentro e fora ar, do meu tempo comigo e meu tempo com os outros... do público e o privado.

O tempo do NÃO ESTOU... não existe mais!!! EU SEMPRE ESTOU, estou desligado, estou fora de área, estou impossibilitado de receber chamada. Porém, eu estou lá não querendo estar. O celular enquanto aparelho pessoal cria a minha permanente estada. Não existe a opção de não estar. Ele projeta a minha existência para além da presença física. Eu não estou lá... mas a pessoa pensou em mim... já tc, se comunica comigo e já estou imediatamente junto dela. O celular virou uma extensão de mim. Não é meu aparelho que está desligado. SOU EU QUE ESTOU DESLIGADO.

Se não alguém não consegue completar a comunicação vem o Tribunal da Santa Comunicação: É MINHA CULPA: por ter desligado, por não carreguei o aparelho, por ter esquecido no silencioso, por ter recusado a chamada, por ter escolhido uma operadora que não tem maior cobertura.

O sentimento de culpa projetado para os que não estão comunicável é quase equivalente a deixar de comparecer a casa materna no dia da mãe: Porque você não quis estar presente, filho desnaturado??? É quase como você optar por não-existir. Porque você não está existindo, amigo ingrato, empregado relapso???

Você tem que está 24 horas ligado... a disposição... assim estamos sujeitos ao controle constante. Fazemos parte de UMA REDE DE CONVERSAÇÃO SIMULTÂNEA E PERMANENTE, não importa onde você esteja, o que esteja fazendo você é chamado para estabelecer contato imediato. Tô ao celular falando de outro estado, de outro país... estou me deslocando e conversando, o mundo se encolhe na comunicação entre você e eu, a noção de distâncias são alteradas.

A presença da pessoa no meu cotidiano é independente de onde ela esta. Olha que curioso... O CORPO SE LIBERTOU DO LUGAR, NÃO IMPORTA ONDE ... como é estranho simplesmente falar no celular como se a pessoa estivesse presente na rotina do dia a dia, dá uma sensação de irrealidade. Será que o sentimento de ausência e saudade vão se modificar??? CRU... CRÚ... CRÚ...

Estamos constantemente expostos a super estimulação de informações, contatos, internet, celular, ampliando a possibilidade de encontrarmos e sermos encontrados. Cadê o eu só? Pensando na vida... lendo, escrevendo. Fica cada vez mais difícil estarmos sós, com nós mesmos... avaliar a vida e como nos relacionamentos nela e com ela.

A bem aventurança da modernidade:

“Bem aventurados aqueles que vivem em reclusão, pois são de certo capazes de povoar a solidão e estar só na multidão.”

eu odeio celular


UTILIDADES A PARTE... eu odeio celular!!!

O celular e a frustração de não ser atendido:
Onde você estava que não atendeu o celular?
- Tava cagando, porra!!!
- Porque não o levou?


Cara ninguém merece... Ninguém tem mais paciência de não encontrar os outros. Fomos regredidos a fase da vida do bebê. As pessoas querem ter seus desejos atendidos independente das circunstâncias. Porque para as pessoas não existe circunstância atenuantes. Estamos num processo de regressão mental???
Quando o CELULAR DESCARREGA, estão... causa verdadeiros cataclismos, causa desencontros, procuras frustrantes, discussões (fim de namoros e casamentos), ansiedade, taquicardia, pensamentos de morte, eminências de assassinatos.
Vamos ver o que diz a PSICOLOGIA: como lidar com o bebê que sofre da frustração do desejo não realizado: temos que trabalhar sua imaturidade... devemos estimular a exploração das possibilidades do entorno.
Aos namorados, podemos dizer que assim cria maior excitação ao encontro. Aos maridos, que abram os olhos e sejam mais atenciosos, e juntos reatualizem os rituais da conquista. Procuremos lidar com o desapontamento de não ser atendido, sem apelar para birras ou sentimento de rejeição desnecessário. E só amadurecemos nos expondo a situações de dor. Isso aumenta nossa tolerância na vida.

CAUSOS DE CELULAR 2

Segundo causos de celular

Meu marido era bem assim, como o seu, mas me ligava uma da manhã e era bem atendido. Falei com ele uma última vez, ele veio com conversinhas, peguei um martelo na bolsa, coloquei o celular no chão e quebrei, kkkkkkkkk.

Foram meses sem ele poer me acessar, fiz questão de sair quase todo dia de casa, SEM ELE, nesse período. Aí ele me implorou para comprar um celular para mim, escolhi um super caro, apesar de não gostar, e eagora ele sempre me atende no 2º toque, kkkkkkkkkkk.


Postado em http://casadasogra.wordpress.com/2011/02/24/help-help/

CAUSOS DE CELULAR

Primeiro causo de celular


Enfim , na semana passada eu me chateei com ele (o namorado), pois liguei para o celular dele depois que ele havia saído do trabalho, ele me atendeu, tudo normal, até que eu perguntei se ele estava ocupado, e ele disse que não, que estava no metrô. Aí eu disse, “bem, quando você chegar em casa, me liga então” Falar no celular dentro do metrô é terrível. Aí ele me pergunta “tá, mas o que que é??”. Assim. Achei o jeito bem ríspido e aí perguntei pra ele “amor, não é nada, precisa de motivo para eu te ligar??” Eu fiquei chateada pois na semana anterior ele já havia retornado uma ligação perguntando “o que houve??” e ele havia sido meio seco na semana anterior porque eu liguei duas vezes para o celular dele de manhã, SENDO QUE EU ESTAVA RETORNANDO UMA LIGAÇÃO DELE.

Na hora me chateei, perguntei algumas coisas, se eu estava incomodando, pois a verdade é que parece que eu sempre ligo quando ele não pode me atender. Realmente, ele é HIPER ocupado – trabalho e doutorado em fase de tese. Sem brincadeira, 90% das vezes em que eu ligo pra ele, ele não atende de primeira. Já eu estou sempre acessível. Ele me liga e eu atendo, simples assim. Estou bem menos atribulada do que ele. Quando fiz as perguntas, ele se fechou, ficou monossilábico, e disse que achava bobeira discutir isso. Ainda citou o livro “homens são de marte, mulheres são de vênus”, citando algumas coisas que os homens admiram em mulheres. Ele reclamou porque eu liguei 3 vezes para falar do assunto do “o que que é??”. Na verdade liguei a primeira vez do metrô, caiu, liguei de novo e depois mais uma vez, para resolver logo. Tipo, agora ele meio que parece estar contabilizando a quantidade de vezes que eu ligo. […] Ele acha que, se eu ligar, de repente, 3 vezes atrás dele, é insegurança. Já eu encaro como amor mesmo, quer falar comigo porque gosta de mim.

O resultado disso? Cada vez que eu vou ligar pra ele, me dá uma ansiedade.
Acaba que com isso tudo estou perdendo um pouco a espontaneidade nesse quesito de ligar. Lógico que, como eu sei que ele está mesmo fazendo a tese e está bem preocupado com isso, eu não fico ligando muito de bobeira, para não tirar a concentração dele. Mas ontem, por exemplo, eu o telefonei no fim do dia, ele retornou a ligação e parecia estar em outro planeta falando comigo. Estava esquisito, mas deixei pra lá. Pensei em ligar pra ele de noite para dar boa noite, mas desisti.

Está acontecendo isso agora, eu meio que estabeleço a meta de ligar uma vez para ele. Se ele não atender, que me retorne depois. Não posso reclamar, pois ele sempre retorna as ligações.

Mas sei lá, depois desses fatos, fiquei com essa sensação estranha. Detesto jogar em relacionamentos, fazer gênero. Gosto de ser eu mesma, mas sinto que estou precisando criar algumas estratégias nesse caso.


Do Site: http://casadasogra.wordpress.com/2011/02/24/help-help/