quinta-feira, setembro 15

Meu... que tragédia é Macbeth. (William Shakespeare)


O cara mata o rei depois que umas bruxas dizem que ele seria rei. Para se manter no poder ele MATA TODO MUNDO... (rei, mulheres, crianças, condes). Mas, sem jamais ter paz.

Foi uma leitura de decida as estranhas humanas, com muito sangue, vísceras e chafurdamento na consciente até a loucura.
Não é uma descida interior em busca de autoconhecimento, é um engolimento do ser que se perde em si mesmo em seus desejos, em suas escolhas.

É um OROBORO que engole a sua própria cauda, voltando-se sobre si mesmo, se destrói, desaparece num nada.
Não é uma alusão ao processo dinâmico e transformador da vida. É um mergulho na miséria humana, de vilania e sombras.

Macbeth, enlouquecido, procura dar sentido as palavras ditas pelas bruxas, procura os sentidos para legítima suas AÇÕES MALIGNAS. É mais que ambição que move Macbeth: age para dar corpo e volume as predições proferidas... a crença no 'tem que acontecer' empurra  aos crimes, a concretização deságua em remorsos pelo mau causado, mas tudo se cala no  fatalismo do 'estava escrito'. Macbeth é atraído para o mal como jogador... e termina como peça enredada no jogo de intrigas. Macbeth passa de sujeito  da ação... à vítima de seus próprios atos.

Por mais que Macbeth tenha matado para ficar no poder tem uma hora que ele pede para ser vencido... derrotado e tudo acabar...
Se a verdade falaste, não me importa que comigo procedas de igual modo. De coragem revisto-me e começo a suspeitar do equívoco do diabo que mente sob a capa da verdade. (…) Se o que ele disse é certo, é indiferente fugir daqui ou combater na frente. Começo a achar a luz do sol enjoada. Ah! se este mundo se acabasse em nada!” (Ato V, Cena V)

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