sexta-feira, abril 19

COMENTÁRIOS AO FILME OBLIVION


 
Um filme cansativo que não leva o público a torcer por ninguém, por que o público está preocupado em entender aonde vai dá esta meleca toda. Tem hora que a gente não sabe quem é quem. Não é que estejamos na situação do personagem, Jack Harper, que não sabe em quem confiar. E a condição de você, telespectador não entender o enredo mesmo.

A dúvida de Jack é quem é alienígena e humanos. A minha dúvida é quem são todos e onde isso vai dar, não entendi bem o que estava acontecendo. Eu me senti sendo Conduzida Pela Mão todo tempo, por um novo universo, tentando compreender o que via, mas sem ver além do que era mostrado, sem poder fazer minhas próprias conjecturas, por falta de espaço.

Tem muitos momentos MONÓTONOS que faz nos perder num cotidiano massante, no pequeno e solitário mundo de Jack. O filme se perde. Eu esqueci até que Morgan Freeman ia aparecer no filme. No entanto, não foi surpresa a aparição da resistência... tinha que acontecer alguma coisa!!! a pouca aparição da resistência fez com que não criássemos empatia, não torci pela luta, pela estratégia de destruição do inimigo, nem na explosão da bomba (E isso são horas de desvelar a trama???). A empolgação fica por conta da batalha entre os drones e Jack com sua nave. No mundo solitário de Jack tinha que ter um “WILSON!!!” Era o boneco de Elvis Presley com o nome de Bob(?). Quando estava se dirigindo a TET, Jack disse: “Para de tremer Bob”. Foi legal.

Só acompanhei pacificamente o desfecho da história pra sair do cinema. O pobre Jack inicia o filme só e termina só. Não há uma construção de uma identidade grupal. Jack não se vincula a comunidade de humanos sobreviventes mais do que aos Drones que ele reparava. Ele era o zelador da TET e vira zelador da resistência. O vínculo dele é apenas com Júlia, o sacrifício dele é por Júlia (dilema parecido em Matrix 2).

Como todo o filme futurista tem o papo cabeça sobre onde vamos parar se acontecer isso ou fizermos aquilo. Este filme evoca uma volta ao naturalismo. A humanidade sai dos túneis e esgotos, da obscuridade para o convívio com a natureza. Dá pra fazer uma discussão sobre clones? DÁ. O que nos faz humanos apesar de toda replicância possível? Onde está a identidade? Nas memórias entendidas enquanto lembranças, mais do que na experiência cotidiana. Mas, para mim o que diferencia Jack dos outros clone são suas dúvidas: porque obedecer? Porque voltar para Titãs? Mas, do que as lembranças, é a vinculação com o lugar, suas experiências que o fazem sentir que este é seu lar. (Tem um papo MATRIX por aí {de novo!})

É por isso que Vitoria optava em ignorar as dúvidas e as lembranças. Voltar para a Titãs era ficar com Jack enfrentar as dúvidas era ter um mundo sem ele. Por isso ela sufocava seus vários questionamentos e assumia a voz da TET par Jack. Gostei muito mais (!!!) da personagem Vitória do que de Júlia. Tem um olhar melancólico, cheia de conflitos, evitando suas dúvidas mais profundas, com suas próprias lutas... a de manter um relacionamento apesar de tudo, ou seja, a ilusão em que viviam.

As imagens de um Estados Unidos devassado (sim, só os EUA aparece) é FANTÁSTICA. UAU!!!Eu imagino o impacto dessas imagens nas pessoas que vivem nesses lugares cotidianamente. Assistir a um filme desses em que mostra tudo desabitado, soterrado, sem os sentidos que as pessoas estabelecem de importante para aqueles lugares. Tem uma BIBLIOTECA que Jack troca tiros com os alienígenas, provavelmente deve ser a mesma biblioteca que é os alienígenas e o capitão América detonam no filme “Os vingadores” e que os abrigados de “Um dia depois de amanhã” queimam os livros para vencer o frio. Enfim, mostra a relevância desses lugares de experiência para essas populações.


As tecnologias nos fazem pensar o quanto ainda vai demorar para esses aparelhos estarem em nosso meio. Aquele dirigível e tudo de bom, leve, compacto e versátil (parece propaganda?) Já outras tecnologias que aparecem... já existem (Descubra você quais... rs). Lembro que eu sonhava, quando criança, com o sapato-telefone de James bones... será que eu esta veria se tornasse realidade? Graças aos deuses da tecnologia que melhoraram a ideia e agora temos celulares. Kkkkk.

Eu tenho várias dúvidas: Eu acho que a Terra foi fatiada em várias partes, separadas por zona imaginária de radiação para explorar os recursos naturais de forma eficiente e em cada um deles têm um Jack e uma Vitória como casais eficientes. O bom é que quando Júlia briga com um Jack ela pode recorrer a outro dos clones. kkk

FILME OBLIVION
Na trama, Jack Harper (Cruise) é um dos últimos coletores restantes na Terra. Ele faz parte de uma grande operação para extrair recursos vitais, depois de décadas de guerra com uma ameaça terrível conhecida como Scavs. Com a missão quase completa e sempre vigiando os céus a metros de distância, a vida de Jack muda radicalmente após resgatar uma moça (Kurylenko) de uma nave espacial que caiu.”